O total é o número que você paga.
Antes de assinar qualquer proposta, é fundamental verificar o custo completo do empréstimo. Atenção ao Custo Efetivo Total (CET) para entender exatamente quanto o crédito vai impactar no seu orçamento a longo prazo.
Ao comparar ofertas de instituições como o Itaú, o Bradesco ou o Santander, você perceberá que a taxa de juros nominal é apenas uma parte do custo real da operação.
Bancos digitais como o Nubank e o Banco Inter costumam ser transparentes sobre esses custos em seus aplicativos, mas é vital conferir cada item:
O cálculo é simples, mas muita gente o ignora antes de fechar negócio. Multiplique o valor da parcela pela quantidade total de meses e some as taxas cobradas no início. O resultado mostra quanto você vai pagar ao final do contrato.
Esse número costuma surpreender quem nunca fez a conta: em contratos longos, a diferença pode passar de 50% ou até 100% do valor inicialmente contratado.
Um financiamento de R$ 20.000 com parcelas de R$ 650 durante 48 meses resulta em R$ 31.200. Nesse cenário, você pagaria R$ 11.200 apenas em encargos e juros.
Agora aplique esse raciocínio a contratos de 10, 20 ou 30 anos, comuns no Banco do Brasil ou na Caixa, e a diferença fica ainda maior por causa dos juros compostos.
Quanto maior o prazo, menor tende a ser a parcela mensal, mas maior o valor total pago. Para reduzir esse custo, existe a amortização antecipada, que elimina os juros do período adiantado — direito garantido em qualquer instituição.
Comparar propostas entre diferentes players, como o C6 Bank, a Neon ou o Banco Pan, pode gerar economia considerável através da portabilidade de crédito.
É a soma de todas as parcelas, juros, taxas e encargos pagos até o fim do prazo estabelecido pela instituição.
Sim. Todas as instituições regulamentadas pelo Banco Central devem informar o CET de forma clara antes da assinatura do contrato.
Nem sempre. Parcelas menores geralmente significam prazos mais longos, o que resulta em mais juros pagos ao final.
Avalie sempre o custo total, não a parcela.
Sim, através da amortização antecipada, com desconto de juros, ou buscando portabilidade para uma instituição com taxas menores, como o Nubank ou o Banco Inter.
Na grande maioria dos casos, sim. Ao antecipar, você elimina os juros que incidiriam naquele período, reduzindo o valor total.
Em algumas modalidades específicas ele é exigido por regra. Fora desses casos, é opcional — e condicionar o crédito à compra do seguro é venda casada, o que é proibido.
Fontes: InfoMoney, Valor Econômico, Banco Central do Brasil, Serasa Experian, Exame, Suno Research, Itaú, Bradesco, Santander, Nubank, Creditas, Caixa Econômica Federal.
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Taxas, prazos, valores e Custo Efetivo Total são definidos exclusivamente por cada instituição, variam conforme o perfil de crédito e podem mudar sem aviso prévio. Confirme nos canais oficiais antes de contratar.
Empréstimo é dívida e envolve risco. Contrate apenas o que couber no seu orçamento, leia o contrato por inteiro e verifique o CET antes de assinar. Em caso de dúvida, procure o Banco Central do Brasil ou um órgão de defesa do consumidor.