Depois de escanear um QR Code ou colar um código Pix, o aplicativo mostra os dados da transferência antes de pedir a confirmação.
Essa tela é gerada pelo sistema do Pix e traz o destino real do dinheiro.
Entre todas as informações exibidas, duas merecem atenção especial: o nome do recebedor e o documento associado à conta.
O primeiro dado a ler é o nome de quem receberá o valor.
Ele precisa ter alguma relação com a pessoa, a loja ou o profissional que está cobrando.
Em pagamentos para empresas, é comum que o banco mostre a razão social em vez do nome fantasia.
Uma cafeteria conhecida como "Café da Esquina" pode aparecer como "J. M. Alimentos Ltda".
Isso acontece com frequência e não indica golpe por si só.
O que não pode acontecer é o nome não ter relação nenhuma com a cobrança.
Se você está pagando uma empresa e aparece o nome de uma pessoa física desconhecida, a operação merece uma pausa.
Junto do nome, o aplicativo costuma exibir o documento do recebedor de forma parcial, com parte dos números ocultos.
É o dado mais objetivo da tela, porque não depende de interpretação.
Quando existe nota fiscal, pedido, contrato ou site oficial, dá para comparar os dígitos visíveis do CNPJ com o documento da empresa.
Se os números não batem, o pagamento não deve ser confirmado. Isso vale mesmo que o nome pareça correto.
Esse detalhe também ajuda em outra situação: um pagamento para empresa que mostra CPF em vez de CNPJ.
Pode ser normal em profissionais autônomos e microempreendedores. Mas é estranho quando a cobrança veio de uma marca grande.
Leia o nome e o documento com calma.
O dinheiro ainda não saiu da sua conta. Nada acontece até que você digite a senha ou use a biometria.
O valor exibido pelo banco precisa corresponder exatamente ao que foi combinado.
Diferenças para mais ou para menos merecem uma nova conferência antes da autorização.
Se o QR Code for dinâmico, o valor já vem travado e não pode ser alterado por você.
Se for estático, é possível que o campo esteja em branco e você precise digitar a quantia.
Nesse caso, confirme o valor com quem está recebendo, e não apenas pela mensagem que chegou.
Uma cobrança que muda de valor entre o combinado e a tela do banco é um dos sinais mais frequentes de código adulterado.
Nem todo pagamento começa com a câmera. Muita cobrança chega como um código longo, para copiar e colar.
O funcionamento é o mesmo. Você cola o código no aplicativo e ele abre a mesma tela de confirmação.
Por isso as três conferências valem igual: nome, documento e valor.
Existe uma diferença que merece atenção. No código colado não há nada para observar, nem placa nem adesivo.
A sequência de letras e números não revela origem nem destino. A tela do banco é a única leitura possível.
Confira também por onde o código chegou. Se veio em mensagem inesperada, trate como cobrança não solicitada.
Se o aplicativo mostrar o nome de alguém totalmente desconhecido, a recomendação é fechar a tela antes de confirmar.
Em uma loja física, pergunte ao funcionário por que aquele nome aparece.
Estabelecimentos legítimos costumam explicar sem dificuldade. A resposta em geral envolve a razão social ou a maquininha utilizada.
Se o QR Code chegou por mensagem, confirme a cobrança com a empresa por um canal oficial.
Vale o aplicativo dela, o site digitado por você no navegador ou o telefone que consta na nota.
Evite usar o mesmo número, link ou contato enviado na mensagem suspeita. Ele pode fazer parte do golpe.
Não confirme a transferência. Interromper é gratuito e imediato; um Pix concluído depende de um procedimento com prazo para ser recuperado.
Esse procedimento existe e está explicado na última página deste guia.
Se todas essas informações estiverem corretas, ainda falta uma verificação: a origem do próprio código.
Ela importa porque a tela do banco só mostra o destino. Ela não mostra se o código foi trocado.
Na próxima etapa você verá os 7 sinais de que um QR Code foi substituído, adulterado ou criado para imitar uma cobrança real.