Você já analisou o nome e o documento do recebedor, o valor da cobrança, a origem do QR Code e os sinais de urgência.
Com isso, dá para decidir com segurança se continua ou se interrompe o pagamento.
Mesmo quando tudo parece certo, a confirmação final merece uma última leitura da tela do aplicativo.
O nome do recebedor faz sentido, o documento confere, o valor está correto, a cobrança era esperada e o código veio de uma fonte reconhecida.
Antes de digitar a senha ou usar a biometria, passe os olhos nesta lista:
Se algum desses itens não fizer sentido, não conclua a transferência até esclarecer a situação.
Interrompa a operação quando o nome apresentado for desconhecido ou quando o documento não bater.
O mesmo vale se o valor estiver diferente do combinado ou se a cobrança tiver chegado de forma inesperada.
Também merece atenção qualquer mensagem que pressione você a pagar imediatamente ou que ameace com bloqueio, multa, cancelamento, negativação ou perda de algum benefício.
Feche a tela de pagamento e confirme a cobrança por um canal oficial da empresa, da loja ou da pessoa que deveria receber o dinheiro.
Se o pagamento foi concluído e depois você percebeu que caiu em um golpe, existe um caminho específico.
Ele se chama Mecanismo Especial de Devolução, o MED.
É um procedimento do próprio Pix, criado pelo Banco Central, que permite bloquear e tentar devolver valores em casos de fraude.
Veja como proceder:
Depois do registro, a instituição que recebeu o valor pode bloquear o saldo enquanto analisa o caso.
Os bancos envolvidos têm até 7 dias corridos para analisar a contestação.
Confirmada a fraude e havendo saldo, a devolução pode ocorrer em até 11 dias corridos, contados da abertura do pedido.
E se a conta do criminoso estiver zerada, o caso não se encerra ali.
O banco recebedor mantém o monitoramento por até 90 dias. Se entrar dinheiro nesse período, a devolução pode ser feita de forma total ou parcial.
Vale saber que o MED não cobre tudo. Ele se aplica a fraudes, golpes, crimes e falhas operacionais.
Um Pix enviado por engano para a pessoa errada, sem fraude envolvida, não entra nesse mecanismo.
Nesse caso, a devolução depende da boa vontade de quem recebeu.
Nenhuma página de orientação, atendente ou aplicativo legítimo vai pedir sua senha bancária, código de segurança, biometria ou acesso remoto ao seu aparelho.
Evite continuar conversando com o contato suspeito. Não envie novos valores para tentar liberar, cancelar ou recuperar o pagamento.
Esse é um segundo golpe muito comum: alguém se apresenta como responsável pela devolução e pede uma taxa.
Da mesma forma, desconfie de perfis e sites que prometem recuperar valores mediante pagamento antecipado. O caminho oficial passa pelo seu banco.
Quando restar dúvida sobre o funcionamento do Pix, das devoluções ou dos seus direitos, procure as informações do seu banco e do Banco Central.