Revisão final antes de confirmar o Pix

Você já analisou o nome e o documento do recebedor, o valor da cobrança, a origem do QR Code e os sinais de urgência.

Com isso, dá para decidir com segurança se continua ou se interrompe o pagamento.

Mesmo quando tudo parece certo, a confirmação final merece uma última leitura da tela do aplicativo.

Quando o pagamento apresenta menos sinais de risco

O nome do recebedor faz sentido, o documento confere, o valor está correto, a cobrança era esperada e o código veio de uma fonte reconhecida.

Faça uma última revisão

Antes de digitar a senha ou usar a biometria, passe os olhos nesta lista:

  • O nome do recebedor tem relação com a cobrança.
  • O CPF ou CNPJ parcial confere com o documento esperado.
  • O valor é exatamente o combinado.
  • O QR Code veio de um local ou canal confiável.
  • Não houve pressão para pagar rapidamente.
  • O aplicativo aberto é realmente o do seu banco.

Se algum desses itens não fizer sentido, não conclua a transferência até esclarecer a situação.

Quando não confirmar o pagamento

Interrompa a operação quando o nome apresentado for desconhecido ou quando o documento não bater.

O mesmo vale se o valor estiver diferente do combinado ou se a cobrança tiver chegado de forma inesperada.

Também merece atenção qualquer mensagem que pressione você a pagar imediatamente ou que ameace com bloqueio, multa, cancelamento, negativação ou perda de algum benefício.

Encontrou algo estranho?

Feche a tela de pagamento e confirme a cobrança por um canal oficial da empresa, da loja ou da pessoa que deveria receber o dinheiro.

O que fazer se você já enviou o Pix

Se o pagamento foi concluído e depois você percebeu que caiu em um golpe, existe um caminho específico.

Ele se chama Mecanismo Especial de Devolução, o MED.

É um procedimento do próprio Pix, criado pelo Banco Central, que permite bloquear e tentar devolver valores em casos de fraude.

Veja como proceder:

  1. Aja o quanto antes. O MED só devolve o que ainda estiver na conta do recebedor. Cada hora conta, porque o dinheiro costuma ser movimentado rapidamente.
  2. Abra a contestação no aplicativo do banco. As instituições participantes do Pix são obrigadas a oferecer um canal no próprio aplicativo para o usuário abrir, acompanhar e detalhar a contestação, sem depender do atendimento telefônico.
  3. Respeite o prazo. O pedido deve ser registrado em até 80 dias contados da data do Pix, nos casos de fraude, golpe ou crime.
  4. Registre boletim de ocorrência. Pode ser feito na delegacia ou pelo site da Polícia Civil do seu estado, e serve como prova do caso.
  5. Guarde tudo. Mensagens, prints, comprovante da transação, números de telefone, e-mails e o protocolo aberto no banco.

Depois do registro, a instituição que recebeu o valor pode bloquear o saldo enquanto analisa o caso.

Os bancos envolvidos têm até 7 dias corridos para analisar a contestação.

Confirmada a fraude e havendo saldo, a devolução pode ocorrer em até 11 dias corridos, contados da abertura do pedido.

E se a conta do criminoso estiver zerada, o caso não se encerra ali.

O banco recebedor mantém o monitoramento por até 90 dias. Se entrar dinheiro nesse período, a devolução pode ser feita de forma total ou parcial.

Vale saber que o MED não cobre tudo. Ele se aplica a fraudes, golpes, crimes e falhas operacionais.

Um Pix enviado por engano para a pessoa errada, sem fraude envolvida, não entra nesse mecanismo.

Nesse caso, a devolução depende da boa vontade de quem recebeu.

Nenhuma página de orientação, atendente ou aplicativo legítimo vai pedir sua senha bancária, código de segurança, biometria ou acesso remoto ao seu aparelho.

Não tente resolver por conta própria

Evite continuar conversando com o contato suspeito. Não envie novos valores para tentar liberar, cancelar ou recuperar o pagamento.

Esse é um segundo golpe muito comum: alguém se apresenta como responsável pela devolução e pede uma taxa.

Da mesma forma, desconfie de perfis e sites que prometem recuperar valores mediante pagamento antecipado. O caminho oficial passa pelo seu banco.

Use sempre os canais oficiais

Quando restar dúvida sobre o funcionamento do Pix, das devoluções ou dos seus direitos, procure as informações do seu banco e do Banco Central.

Consultar as orientações oficiais do Banco Central
O site oficial do Banco Central será aberto nesta mesma aba.
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